História curta

O Projeto

Nesta releitura nostálgica e carinhosa, que visa ser mais uma grande homenagem, Luciano Cunha e Sergio Martorelli idealizaram e trazem um Garra repaginado e super atual, com a ajuda de Lenon Berhends nos desenhos e Lunyo Alves nas cores.

Durante oitenta e quatro anos, o Garra Cinzenta andou em segredo entre nós. Ele já tinha um ROBÔ SENCIENTE numa época em que o Batman e o Super-Homem se limitavam a enfrentar gângsters comuns. O que mais ele, um gênio da ciência e da alquimia, teve tempo de aprontar em oito décadas?

Isso, você só descobrirá lendo o primeiro dos três arcos do GARRA CINZENTA, como reimaginado por Cunha e Martorelli.
Preparem-se para uma aventura que em nada fica à dever aos maiores pulps desde que O Sombra ainda usava fraldas, com homenagens a todas as histórias clássicas que víamos desde os anos 60 aos 90.

A era das grandes aventuras voltou!

Todas as recompensas pertencentes ao projeto Garra Cinzenta serão enviadas aos colaboradores no final no mês de Outubro do ano de 2021. Recomendamos a leitura de todo o projeto de financiamento coletivo do Garra Cinzenta.

Campanha de Financiamento Coletivo do Garra Cinzenta

por Super Prumo FC Super Prumo

  • R$28.000,00

    Meta de arrecadação
  • R$14.167,00

    Fundos arrecadados
  • 50

    Dias restantes
  • Data desejada

    Método de encerramento da campanha
Percentual arrecadado :
50.60%
O valor mínimo é R$ O valor máximo é R$150000 Put a valid number
R$
, Brasil

Super Prumo FC Super Prumo

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História da campanha

GARRA CINZENTA – ONTEM e HOJE

Em 1937, enquanto o Super-Homem era um mero conceito nas mentes de Siegel e Shuster, o misterioso “Francisco Armond” e o ilustrador Renato Silva criaram A Garra Cinzenta. O personagem foi publicado em pranchas diárias d’A Gazetinha, um suplemento de quadrinhos do jornal paulista A Gazeta, e tinha uma narrativa visual muito sofisticada para a época, que não deixava nada a dever ao melhor de Lee Falk e Alex Raymond. Exagero? Lembrem-se que Flash Gordon e O Fantasma surgiram apenas UM ANO ANTES!

84 anos depois, a Super Prumo tem o prazer de trazer Garra Cinzenta de volta numa versão reimaginada para os dias de hoje… mas NÃO É um reboot! É o mesmo personagem, só que visto por outro ângulo e explorando todas as possibilidades deixadas abertas pelos criadores – e que nunca foram à frente porque a trama acabou na página 100, depois de dois anos (1937-1939) de aventuras e sucesso.

 Todas as características do personagem – seus planos a longo prazo, seus aliados em locais estratégicos, e até mesmo seu lado sádico – estão intactas nesta releitura, que em breve você terá em suas mãos!

A IMPORTÂNCIA e o LEGADO DA GARRA CINZENTA PARA OS QUADRINHOS BRASILEIROS

A Garra Cinzenta foi publicada entre 1937 e 1939 no suplemento de quadrinhos Gazetinha, do famoso jornal paulista A Gazeta. Veio junto com ícones como O Fantasma e Superman, personagens ainda incipientes na época e, devemos dizer, muito mais ingênuos. Sim, porque desde o seu início avassalador, a Garra trouxe elementos que remetiam ao gênero horror – uma figura com rosto cadavérico, múmias, tumbas violadas, um robô (imagine como era perniciosa a figura de um robô sinistro nos anos 1930), uma dama de negro – mas também carregava mistério, violência e tramas policiais.

Tudo isso era simplesmente “muito sinistro” na época e talvez esse seja um dos trunfos para tanto barulho. Sim, porque a Garra viajou o mundo e acabou na França, Bélgica e México. Tal sucesso, dizem alguns, inspirou personagens como Blazing Skull da Marvel (1941), Kriminal e Satanik (Itália – 1964).

Garra Cinzenta é uma mistura competente de toda a efervescência criativa promovida pelas revistas pulp americanas, o berço de toda a cultura nerd que conhecemos hoje. Em seu auge, apenas em meados da década de 1930 – quando o Garra foi criado – essas revistas de papel baratas tinham mais de 150 títulos mensais nos EUA e vendiam mais de um milhão de cópias por mês, abrindo caminho para tantos gêneros que aprendemos a amar como ficção científica, terror, noir, velho oeste, detetives ou aventuras exóticas. Tarzan, Zorro, Conan, The Phantom e, claro, nossa Garra Cinzenta bem brasileira, são os frutos desse período fértil.

Essa narrativa distinta e sua excelência gráfica para a época fizeram de A Garra Cinzenta um sucesso cult para pesquisadores e amantes dos quadrinhos clássicos em geral.

O “MISTÉRIO ARMOND”

Outro motivo de fascínio e devoção em torno da Garra é o mistério em torno do nome de um de seus criadores.
Oficialmente, o vilão mascarado foi criado pela dupla Francisco Armond e Renato Silva.
Nascido no Rio de Janeiro, Silva era formado pela Escola Nacional de Artes e quase veterano quando começou a fazer seu maior sucesso. Tendo trabalhado como ilustrador profissional para inúmeras publicações, desde revistas eróticas até grandes veículos como O Cruzeiro, Silva já havia emprestado seu talento por mais de uma década para romances, revistas e livros.
Mas é sobre seu possível parceiro que reside o grande enigma. Um enigma que dura mais de oito décadas.

Francisco Armond, já se sabe, é um pseudônimo. Devido à apaixonada investigação de fãs, colecionadores e pesquisadores do gibi, surgiu o nome de Helena Ferraz de Abreu, jornalista e poetisa carioca.
Helena usou um pseudônimo público de Alvaro Armando para assinar alguns de seus poemas. A ideia de Helena se recusar a assinar a Garra reside no grande preconceito da sociedade da época por uma mulher que escrevia quadrinhos – considerada uma subcultura juvenil por muitos – e um repúdio ainda maior se uma mulher criava histórias “malignas” como as de Garra Cinzenta. Você pode imaginar o “escândalo” para a época?

Helena era uma prodígio. Com apenas oito anos, já escrevia poemas e crônicas para o jornal O Potoka. Aos 28 anos tinha seu próprio jornal, O Correio Universal, fundado com o marido Maurício Ferraz de Abreu, onde escrevia de tudo (também sob pseudônimos): oferecendo conselhos de beleza às leitoras com o nome de Madame Margot; assinou a coluna literária como Sr. Zarref (Ferraz ao contrário); escreveu piadas na coluna “Pipeta” como Boticário, e, como Álvaro Armando, publicou sua poesia e assinou a seção “Cinco minutos de bom humor”. E o mais importante para os fãs da nona arte: ela traduziu, para o português, várias histórias em quadrinhos famosas. Ela lançou, entre outros, personagens como O Fantasma e Aladim. Além disso, seu jornal foi pioneiro na divulgação de quadrinhos nacionais, como O Guarani – adaptado do romance do ícone brasileiro José de Alencar e feito por Francisco Acquarone.

Nas décadas seguintes, Helena sempre escreveu para os principais jornais e revistas da época, ora assinando com seu nome verdadeiro, ora como Armando. Trabalhou no Correio da Manhã, O Globo, O Jornal, A Cigarra, Careta – onde criou uma parceria com o grande e eterno ilustrador J. Carlos. Versátil, Helena Ferraz também trabalhou em rádio e televisão, atuando na Rádio MEC, Rádio Globo e TV Tupi. Vale ressaltar que seu enorme talento a levou a ser a primeira mulher eleita diretora, em 1964, da Associação Brasileira de Imprensa.

Helena Ferraz de Abreu faleceu em 1979, aos 73 anos. Renato Silva faleceu em 1981, aos 77 anos.
O pseudônimo de Helena, Alvaro Armando, vem dos nomes de seus dois primeiros filhos. Ela ainda teve um terceiro filho, chamado Arnaldo. De Armando para Armond, seria “um pequeno salto”. “Francisco” teria vindo de sua ligação com os quadrinhos, por meio de seu amigo Francisco Acquarone. Tentei acessar os três filhos de Helena, esperando que talvez um deles pudesse revelar algo sobre a autoria de sua mãe em A Garra Cinzenta, mas não tive sucesso.

A VOLTA e O HOJE

Após um longo hiato, a Garra foi publicada novamente em 1975, no Gibi Nostalgia, revista lançada pela Rio Gráfica Editora (RGE), atual Editora Globo. Seu editor na época e meu amigo pessoal, Mário Amiden, me disse que o material publicado fora obtido do grande colecionador Valdo Vieira. Como, naquela época, os direitos autorais do personagem eram confusos, Amiden enviou um comunicado oficial à APLA, a agência que detinha os direitos da maioria dos quadrinhos e representava o King Features Syndicate no Brasil e também a várias outras agências. Através deste documento, Amiden deixou em aberto a possibilidade de pagar direitos a quem os reivindicasse oficialmente. Ninguém apareceu.
Mesmo depois da morte de seus dois criadores … até hoje …o mistério permanece.

Nesta releitura nostálgica e carinhosa, que visa ser mais uma grande homenagem, Luciano Cunha e Sergio Martorelli idealizaram e trazem um Garra repaginado e super atual, com a ajuda de Lenon Berhends nos desenhos e Lunyo Alves nas cores.

Durante oitenta e quatro anos, o Garra Cinzenta andou em segredo entre nós. Ele já tinha um ROBÔ SENCIENTE numa época em que o Batman e o Super-Homem se limitavam a enfrentar gângsters comuns. O que mais ele, um gênio da ciência e da alquimia, teve tempo de aprontar em oito décadas?

Isso, você só descobrirá lendo o primeiro dos três arcos do GARRA CINZENTA, como reimaginado por Cunha e Martorelli.
Preparem-se para uma aventura que em nada fica à dever aos maiores pulps desde que O Sombra ainda usava fraldas, com homenagens a todas as histórias clássicas que víamos desde os anos 60 aos 90.


A era das grandes aventuras voltou!

 

 

Recompensas

R$25,00

Garra Cinzenta 1

• 1 Poster digital formato A3 para download do Garra Cinzenta;
• 1 Arquivo eletrônico para download da HQ Garra Cinzenta.

outubro, 2021

Entrega estimada
14 apoiadores
26 recompensas restantes

R$50,00

Garra Cinzenta 2

• 1 Exemplar impresso com capa cartonada do Garra Cinzenta;
• 1 Poster digital formato A3 para download do Garra Cinzenta;
• Seu nome nos agradecimentos da obra.

outubro, 2021

Entrega estimada
83 apoiadores
17 recompensas restantes

R$70,00

Garra Cinzenta 3

• 1 Exemplar impresso com capa cartonada do Garra Cinzenta;
• Seu nome nos agradecimentos da obra;
• 2 Cards especiais do Garra Cinzenta;
• 1 Botton Garra Cinzenta.

outubro, 2021

Entrega estimada
36 apoiadores
64 recompensas restantes

R$170,00

Garra Cinzenta 4

• 1 Poster digital formato A3 para download do Garra Cinzenta;
• 1 Exemplar impresso com capa cartonada do Garra Cinzenta;
• Seu nome nos agradecimentos da obra;
• 3 Cards especiais do Garra Cinzenta;
• 1 Botton Garra Cinzenta;
• Uma camisa especial do Garra Cinzenta.

outubro, 2021

Entrega estimada
27 apoiadores
63 recompensas restantes
  • 30/04/2021

    Campanha de Financiamento Coletivo - Doutrinador Vírus Vermelho

    A campanha foi projetada e criada para seu início imediato.

    Todas as recompensas serão enviadas pelo nosso parceiro CEDET aos nossos colaboradores.

    Todas as recompensas pertencentes ao projeto Garra Cinzenta serão enviadas aos colaboradores no final no mês de Outubro do ano de 2021.